domingo, 1 de julho de 2007

Violência no Rio de Janeiro: Até quando ???


Rio: oficiais da FAB são baleados por PMs e 1 morre


Um casal de oficiais da Aeronáutica foi baleado por policiais militares, ontem à noite, em Campo Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro, ao serem confundidos com ladrões de carro. Os militares foram internados em estado grave no Hospital Rocha Faria. A tenente Larissa Carolina, 26 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu durante a madrugada


O tenente Douglas Goshniyshi Marques, 26 anos, e a colega, lotados no Batalhão de Infantaria de Aeronáutica Especial (Binfae) do Campo dos Afonsos, estavam a caminho da 35ª DP (Campo Grande) para informar a recuperação de seu carro, o EcoSport preto. Quando passavam pela rua Pontes Leme, foram interceptados por PMs, que disparam mais de 30 tiros. Pelo menos 20 atingiram o veículo.
Os outros acertaram a parede e a porta de aço de uma concessionária de veículos. O carro, segundo a polícia, havia sido roubado pela manhã, na Vila Vintém, em Padre Miguel. Os ladrões teriam feito contato com a família e exigido resgate pelo veículo, que foi pago pelo casal minutos antes do ataque dos policiais.
O pai de Larissa, militar reformado, vinha em outro carro, atrás, e entrou em desespero. Ele saiu do veículo e gritou para os policiais pararem de atirar, dizendo que eram oficiais. Só então o casal foi socorrido. Oficiais da Aeronáutica estiveram no local e na delegacia para apurar o caso, mas se recusaram a falar com a imprensa. Familiares do casal fizeram vigília na emergência do hospital em busca de informações sobre seu estado de saúde.
Em depoimento na 35ª DP, Campo Grande, os PMs afirmaram que deram ordem para o carro parar, mas o motorista teria desobedecido. Eles não disseram o que estavam fazendo fora de sua jurisdição, em área de policiamento do regimento de Polícia Montada (RPMont).
Goshniyshi foi operado e transferido para o Hospital da Base Aérea do Campo dos Afonsos. O delegado Alexandre Guedes, responsável pelas investigações, disse que ainda é cedo para saber o que houve. Ele informou que os policiais não explicaram o que faziam fora da área do batalhão, segundo a Globonews.


Nosso luto, nossa dor, nossa saudade da menina que foi mais uma vítima da sanguinolência no Rio de Janeiro.

Descanse em PAZ!


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