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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Martha Medeiros e o escrutínio da alma





Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande, é a sua sensibilidade sem tamanho.


O tempo não cura tudo. Aliás, o tempo não cura nada, o tempo apenas tira o incurável do centro das atenções.


Tenho juizo, mas não faço tudo certo, afinal todo paraíso precisa de um pouco de inferno!


Mas não se esqueça: Assim como não se deve misturar bebidas, misturar pessoas também pode dar ressaca.


Não fale, não conte detalhes, não satisfaça a curiosidade alheia. A imaginação dos outros já é difamatória que chegue.


Mantenha-se atrás da faixa amarela, não chegue muito perto, não acerque-se de meus traumas, não invada meus mistérios, não atrite-se com o meu passado, não tente entender nada: é proibido tocar no sagrado de cada um.



domingo, 26 de dezembro de 2010

PROMESSAS


"QUE MANIA A GENTE TEM DE FAZER LISTINHA DE RESOLUÇÕES, PROMETER MUNDOS E FUNDOS COMO SE UMA SIMPLES VIRADA DE ANO BASTASSE PARA NOS TRANSFORMAR NUMA PESSOA MAIS COMPLETA E COMPETENTE."

MARTHA MEDEIROS

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010



Sou uma mulher madura
Que às vezes anda de balanço
Sou uma criança insegura
Que às vezes usa salto alto.
 
Martha Medeiros

domingo, 20 de dezembro de 2009

Escolhas



Para valer a pena, tem de dar trabalho, tem de ser difícil, tem de demandar esforço?
Até admito que exista certa verdade nesta teoria, especialmente se considerarmos que sonhos e objetivos requerem esforços específicos, muitas vezes.
Porém, há uma enorme diferença entre ‘dedicar-se com afinco’ e ‘ficar dando murro em ponta de faca’, ainda mais quando furar as mãos está a serviço de lustrar o ego.
Apostar em situações onde quase tudo está se mostrando desfavorável e contrário aos nossos esforços pode até ser uma escolha admirável quando a gente sente que realmente vale a pena arriscar e persistir, mas até neste caso é preciso que haja um limite.
Se estamos sempre perdendo o interesse quando a conquista está fácil e se excitando quando está difícil, é hora de refletirmos sobre o que é que estamos querendo provar para nós mesmos ou para os outros: que somos capazes de atingir nossos objetivos custe o que custar?
Porque se for isso, estamos seguramente nos deixando dominar por um ego infantil e tolo. Enganados sobre o que seja determinação. E aí... se conseguimos, em geral terminamos descobrindo que não é bem isso o que desejávamos! O ‘prêmio’ perde a graça e a dinâmica recomeça...
Feito crianças mimadas, descartamos o que temos e corremos atrás do que não temos, presos a uma rotatória que não nos leva a lugar algum. Por fim, perdemos a chance de alcançar objetivos e realizar sonhos que realmente nos preencheriam e desperdiçamos tempo demais com o que não passa de um capricho.
...chegará o momento em que você já não saberá o que realmente quer. Tudo vira guerra, competição, disputa... Contra quem?!? Contra si mesmo, contra sua teimosia e seus enganos. E assim, não importa o que você ganhe, pois terminará sempre com a sensação de que falta algo...
Martha Medeiros
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